Embora original, gênio, perito,
do nosso rock um raro uirapuru,
vivia ensimesmado e jururu,
talvez por não ser grego nem bonito.
Entendo a sua angústia e o seu conflito,
meu ídolo, meu mártir, meu guru!
Causou você, primeiro, um sururu;
depois, tristeza, calou seu grito.
Respeito quem é triste, ou aparenta.
Os outros grandes brincam: Raul, Rita,
ou cospem mera raiva barulhenta.
Cazuza também brinca, mas medita.
Arnaldo Antunes testa, experimenta.
Renato faz da dor a dor: maldita!
(Um pouco da minha mais atual leitura: um poeta fantástico que estou descobrindo. Chocante.)
domingo, 14 de setembro de 2008
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4 comentários:
hahaha excelente definição das letras do renato russo!
Meu, esse poeta é genial... ele escreve para a Caros Amigos. É chamado de "poeta da crueldade", os sonetos chocam pra valer. E tem uma beleza tão própria nessa crueldade...
Adorei teu BLOG!.
Você tem cérebro - e o usa!.
Genial!!!
Boas leituras, bons pensamentos...
Gostei.
:D
=)
Eu não a conheço, neh, Ana?
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