domingo, 21 de setembro de 2008

"A gente cresce sem saber para onde" (Guimarães Rosa)

Sinto falta dos meus amigos mais antigos. E hoje, quando acordei com aquela chuvinha batendo na janela e aquele friozinho preguiçoso, desejei profundamente que estivéssemos todos reunidos, vendo filmes, cozinhando, cheetos party ou bebendo... Aquela bagunça e aquele cheiro irritante de cigarros (eu não fumo!). Tudo isso faz uma falta do caralho!!!
Fiz amigos fantásticos desde que entrei na faculdade... mas cada um é insubstituível, poxa... Acabei me afastando dos velhos, porque achei que estava crescendo e nós já não seguíamos as mesmas direções. Mas, meu Deus!!! Nós não precisamos seguir as mesmas direções!!!
Eu discordo dos que dizem que ninguém é insubstituível, pois são todos insubstituíveis, e a prova disso é essa saudade que eu sinto não dos tempos passados, mas de cada um. Do cheiro, das gírias, até das babaquices que nós temos aos montes. Todos, como são, inteiros.
Meninos , se um dia desses vocês lerem esse texto, saibam que eu queria muito dividir com vocês todas essas jaboticabas aqui do meu quintal, que a minha casa tem muitos colchões e cobertas quentinhas, que eu ainda gosto de ver filmes, que eu sinto falta dos dotes culinários do Bu (embora os meus tambem estejam se desenvolvendo), que estou com saudade dos retratos contrangedores que a Erê traça naqueles desenhos, que ouvir a Dé falar é delicioso, que as piadas do Pat são imbatíveis, que eu continuo bebendo pra caralho, que eu prometo tentar não dormir nas nossas próximas reuniões e que eu continuo achando que Vale a Pena.
Espero que todos (mesmo os que eu não citei) saibam o quanto são importantes. Nos vemos, amigos, assim que possível!!!

sábado, 20 de setembro de 2008

I've just seen a face (Lennon / McCartney)

I've just seen a face,
I can't forget the time or place
Where we just meet.
She's just the girl for me
And want all the world to see
We've met, mmm-mmm-mmm-m'mmm-mmm.
Had it been another day
I might have looked the other way
And I'd have never been aware.
But as it is I'll dream of her
Tonight, di-di-di-di'n'di.
Falling, yes I am falling,
And she keeps calling
Me back again.
I have never known
The like of this, I've been alone
And I have missed things
And kept out of sight
But other girls were never quite
Like this, da-da-n'da-da'n'da.
Falling, yes I am falling,
And she keeps calling
Me back again.
Falling, yes I am falling,
And she keeps calling
Me back again.
I've just seen a face,
I can't forget the time or place
Where we just meet.
She's just the girl for me
And want all the world to see
We've met, mmm-mmm-mmm-da-da-da.
Falling, yes I am falling,
And she keeps calling
Me back again.
Falling, yes I am falling,
And she keeps calling
Me back again.
Oh, falling, yes I am falling,
And she keeps calling

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

De algumas improbabilidades...

Os dias que passei na praia, nessa semana, estiveram improvavelmente ensolarados. Fazia frio em Campinas e em São Paulo, que eram os dois prováveis lugares nos quais eu estaria se não tivesse viajado para Peruíbe. Talvez tenha sido por causa do pedido na linha do trem... Ou o sol apareceu para comemorar o aniversário da Tati (acho que ele se lembrou que os olhos dela brilham quando o encaram... é que há gira-sóis neles).
Passamos dias improvavelmente lindos.
Voltei com um sorriso estampado no corpo todo e um cheiro de carambola que ficou no meu nariz...



E desde que chegamos eu tento escrever algo aqui, mas não acontece. Decidi, então, postar alguns poemas que dialogam com as minhas sensações desses últimos dias. Um Leminki para começar:



V, De Viagem



Viajar me deixa
a alma rasa,
perto de tudo, longe de casa.

Em casa, estava a vida,
aquela que, na viagem,
viajava, bela
e adormecida.

a vida viajava
mas não viajava eu, que toda viagem
é feita só de partida.



Outro do Leminski:



Incenso fosse música


Isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além





(Depois eu posto mais.)

domingo, 14 de setembro de 2008

Nós que nos amávamos tanto

Filme de Ettore Scola.
Maravilhoso.
Genial.
E com uma homenagem ao grande mestre Federico Fellini.

Fiquei sem ar e com uma vontade imensa de ver Ladrões de bicicleta, do Vittorio Di Sicca.


Por filmes assim é que eu amo tanto o Cinema.

Soneto a Renato Russo (de Glauco Mattoso)

Embora original, gênio, perito,
do nosso rock um raro uirapuru,
vivia ensimesmado e jururu,
talvez por não ser grego nem bonito.

Entendo a sua angústia e o seu conflito,
meu ídolo, meu mártir, meu guru!
Causou você, primeiro, um sururu;
depois, tristeza, calou seu grito.

Respeito quem é triste, ou aparenta.
Os outros grandes brincam: Raul, Rita,
ou cospem mera raiva barulhenta.

Cazuza também brinca, mas medita.
Arnaldo Antunes testa, experimenta.
Renato faz da dor a dor: maldita!



(Um pouco da minha mais atual leitura: um poeta fantástico que estou descobrindo. Chocante.)

De reencontros e encontros

Ontém saí com velhos amigos, dos tempos de colégio (que embora pareçam distantes, estão ainda muito próximos). As velhas piadas, as novidades a serem compartilhadas, as brincadeiras bobas, a alegria de rever pessoas queridas: tudo estava lá, explodindo em risos. Uma sensação incrível de familiaridade, um à vontade que é raro... Percebi o quanto tudo isso me é caro pelo bem-estar que me assomou.
E o colorido daquela terra de praças e música que ficou lá atrás, me fez pensar no cinza da cidade que eu quero morar. E no quanto eu não pertenço aos lugares, nem às pessoas. Mas as marcas que imprimimos nesses ou naquelas, estas sim me pertencem e me tornam parte de algo. Construo, assim, o meu próprio algo, desenhando e colorindo-o a cada instante. A minha própria história me faz perceber que eu pertenço, de fato, a mim mesma. Já não me sinto mais tão avulsa por aí.
É tempo de estar sozinha e de aproveitar os meus grupos quando eles aparecem. É tempo de entender que a vida não prende, mas envolve, num fluxo constante. Nada perdi, as coisas só mudaram os seus lugares.
A grande cidade quase não me assusta mais. Sou pequena e estou só, mas repleta do muito vivido. Penso no Sin City e nos seus focos de cores em meio ao preto-e-branco, que se destacam porque estão solitários ( analogia boba, sei). Aquele cinza será mais uma cor para as minhas tintas. O segredo está no referencial e na soma!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Deixa o verão pra mais tarde...

A lua crescendo no sorriso do gato da Alice.
Uma jaboticabeira repleta de flores anunciadoras no quintal.
Aquela saudade gostosa do alguem da minha vida.


As coisas, as vezes, parecem que se apresentam para despertar sorrisos.
É hora de curtir o fim do inverno.


O verão???
Ah, ele vem...