domingo, 14 de setembro de 2008

Soneto a Renato Russo (de Glauco Mattoso)

Embora original, gênio, perito,
do nosso rock um raro uirapuru,
vivia ensimesmado e jururu,
talvez por não ser grego nem bonito.

Entendo a sua angústia e o seu conflito,
meu ídolo, meu mártir, meu guru!
Causou você, primeiro, um sururu;
depois, tristeza, calou seu grito.

Respeito quem é triste, ou aparenta.
Os outros grandes brincam: Raul, Rita,
ou cospem mera raiva barulhenta.

Cazuza também brinca, mas medita.
Arnaldo Antunes testa, experimenta.
Renato faz da dor a dor: maldita!



(Um pouco da minha mais atual leitura: um poeta fantástico que estou descobrindo. Chocante.)

4 comentários:

Flaviodonasci disse...

hahaha excelente definição das letras do renato russo!

Bruna Ventura disse...

Meu, esse poeta é genial... ele escreve para a Caros Amigos. É chamado de "poeta da crueldade", os sonetos chocam pra valer. E tem uma beleza tão própria nessa crueldade...

Anônimo disse...

Adorei teu BLOG!.

Você tem cérebro - e o usa!.

Genial!!!

Boas leituras, bons pensamentos...

Gostei.

:D

Bruna Ventura disse...

=)


Eu não a conheço, neh, Ana?