Ontém saí com velhos amigos, dos tempos de colégio (que embora pareçam distantes, estão ainda muito próximos). As velhas piadas, as novidades a serem compartilhadas, as brincadeiras bobas, a alegria de rever pessoas queridas: tudo estava lá, explodindo em risos. Uma sensação incrível de familiaridade, um à vontade que é raro... Percebi o quanto tudo isso me é caro pelo bem-estar que me assomou.
E o colorido daquela terra de praças e música que ficou lá atrás, me fez pensar no cinza da cidade que eu quero morar. E no quanto eu não pertenço aos lugares, nem às pessoas. Mas as marcas que imprimimos nesses ou naquelas, estas sim me pertencem e me tornam parte de algo. Construo, assim, o meu próprio algo, desenhando e colorindo-o a cada instante. A minha própria história me faz perceber que eu pertenço, de fato, a mim mesma. Já não me sinto mais tão avulsa por aí.
É tempo de estar sozinha e de aproveitar os meus grupos quando eles aparecem. É tempo de entender que a vida não prende, mas envolve, num fluxo constante. Nada perdi, as coisas só mudaram os seus lugares.
A grande cidade quase não me assusta mais. Sou pequena e estou só, mas repleta do muito vivido. Penso no Sin City e nos seus focos de cores em meio ao preto-e-branco, que se destacam porque estão solitários ( analogia boba, sei). Aquele cinza será mais uma cor para as minhas tintas. O segredo está no referencial e na soma!
domingo, 14 de setembro de 2008
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2 comentários:
"E no quanto eu não pertenço aos lugares, nem às pessoas"
isso é uma coisa importante a se aprender... dá uma liberdade.
E os meus amores, as minhas vontades, aumentam com a liberdade...
(suspiros...)
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