Os dias que passei na praia, nessa semana, estiveram improvavelmente ensolarados. Fazia frio em Campinas e em São Paulo, que eram os dois prováveis lugares nos quais eu estaria se não tivesse viajado para Peruíbe. Talvez tenha sido por causa do pedido na linha do trem... Ou o sol apareceu para comemorar o aniversário da Tati (acho que ele se lembrou que os olhos dela brilham quando o encaram... é que há gira-sóis neles).
Passamos dias improvavelmente lindos.
Voltei com um sorriso estampado no corpo todo e um cheiro de carambola que ficou no meu nariz...
E desde que chegamos eu tento escrever algo aqui, mas não acontece. Decidi, então, postar alguns poemas que dialogam com as minhas sensações desses últimos dias. Um Leminki para começar:
V, De Viagem
Viajar me deixa
a alma rasa,
perto de tudo, longe de casa.
Em casa, estava a vida,
aquela que, na viagem,
viajava, bela
e adormecida.
a vida viajava
mas não viajava eu, que toda viagem
é feita só de partida.
Outro do Leminski:
Incenso fosse música
Isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além
(Depois eu posto mais.)
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
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2 comentários:
Você me surpreende, Bru.
No bom sentido.
Vc pode me explicar por quê, Sr. Anônimo?
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